PM morre após ser atropelado por motorista bêbado que dirigia na contramão em SP
O motorista preso após atropelar e matar um sargento da Polícia Militar na Avenida Nove de Julho, na Zona Sul de São Paulo, já havia se envolvido em outro acidente de trânsito com vítima fatal, em 2020.
Na época, Bruno Yasuda Sales Shimizu tinha 16 anos, não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e dirigia um carro que, segundo o pai dele, havia sido retirado de casa sem autorização.
O acidente aconteceu na madrugada de 14 de setembro de 2020, na Rodovia José de Carvalho, na altura do km 142, em Pilar do Sul, no interior de São Paulo.
Segundo o boletim de ocorrência, Bruno conduzia um Volvo no sentido de São Miguel Arcanjo quando atingiu a traseira de uma moto. O motociclista, Celso Rodrigo Vieira de Sales, de 19 anos, foi arremessado ao chão e morreu no local.
Os policiais militares rodoviários relataram que o adolescente não estava no local quando chegaram para atender a ocorrência. O pai dele informou que o filho havia pegado o veículo sem sua permissão e telefonado horas depois para dizer que tinha sofrido um acidente.
Bruno foi atendido na Santa Casa de Pilar do Sul. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), tanto ele quanto o motociclista não eram habilitados.
O caso foi registrado como ato infracional análogo a homicídio culposo na direção de veículo automotor e a dirigir sem permissão ou habilitação. A ocorrência foi encaminhada à Vara da Infância e Juventude.
Atropelamento de PM
Sargento da PM pilotava moto quando foi atingido por carro na contramão da Avenida Nove de Julho, na Zona Sul de São Paulo
Divulgação
Na madrugada desta quinta-feira (23), quase seis anos depois, Bruno, agora com 22 anos, foi preso após atingir e matar o sargento da PM Fábio Ferreira de Souza, de 50 anos, na Avenida Nove de Julho.
O policial pilotava uma motocicleta quando foi atingido de frente pelo carro, que trafegava em alta velocidade na contramão. Fábio foi socorrido ao Hospital das Clínicas com parada cardiorrespiratória, mas não resistiu.
O sargento tinha 26 anos de serviço e estava perto de se aposentar. Ele trabalhava no 2º Batalhão de Choque, mas estava de licença, segundo a SSP. Fábio era casado e tinha dois filhos.
Bruno apresentou sinais de embriaguez e se recusou a fazer o teste do bafômetro. Ele foi preso em flagrante por homicídio culposo e levado ao 14º Distrito Policial, em Pinheiros. O carro, também da marca Volvo, foi apreendido.
A TV Globo apurou que, minutos antes do acidente, o motorista estava em uma casa noturna na região da Vila Olímpia, onde teria gastado cerca de R$ 3 mil em bebidas alcoólicas.
Imagens de uma câmera de segurança mostram que o motorista havia acabado de acessar a Avenida Nove de Julho na contramão. Depois de percorrer alguns metros pelo corredor de ônibus, ele desviou para a faixa central e atingiu a motocicleta.
Após a colisão, Bruno estacionou o carro e saiu do veículo com as mãos na cabeça. Três pessoas estavam com ele: duas mulheres, que deixaram o local antes da chegada da polícia, e um homem, que foi levado à delegacia e liberado.
Em nota, a defesa de Bruno afirmou que os fatos ainda estão sendo esclarecidos e que não há, até o momento, laudo pericial que estabeleça o que ocorreu. Segundo os advogados, o motorista está colaborando com as autoridades e apresentará sua versão à Justiça.
Fonte: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/07/24/motorista-preso-apos-morte-de-pm-na-contramao-ja-havia-se-envolvido-em-acidente-que-matou-motociclista-em-2020.ghtml
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