Imagem de arquivo da Festa do Divino Espírito Santo, em Piracicaba (SP)
Rodrigo Alves/Diocese de Piracicaba
A Prefeitura de Piracicaba anulou o pregão eletrônico que contrataria os serviços de fogos de artifício e iluminação para a 200ª Festa do Divino. A decisão foi tomada após as duas primeiras empresas classificadas no certame serem inabilitadas.
Um novo processo licitatório foi agendado para o dia 9 de junho. Em nota, a prefeitura contou ao g1 que o pregão não foi cancelado por falta de interessados.
🔎 Reconhecida como patrimônio cultural imaterial da cidade desde 2016 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Piracicaba (Codepac), é considerada a manifestação festiva e religiosa mais antiga da cidade, realizada desde 1826 às margens do rio Piracicaba.
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O evento reúne celebrações religiosas e folclóricas. Em 1966, um bispo chegou a proibir as festividades folclóricas, por não concordar com a mistura entre religião e cultura popular. Mesmo assim, os participantes mantiveram encontros informais à beira do rio.
A anulação ocorreu porque a primeira empresa colocada apresentou inconsistências nos valores da proposta, enquanto a segunda não entregou a documentação obrigatória exigida pelo edital.
“Diante disso, a Administração promoverá a reabertura do procedimento licitatório, observando os princípios da legalidade, isonomia, competitividade e seleção da proposta mais vantajosa para o interesse público”, informou a prefeitura.
Garantia para o evento
Sobre um plano alternativo caso o novo pregão não tenha sucesso, a administração municipal não detalhou outras opções, mas afirmou que trabalha com “planejamento e adoção de medidas administrativas compatíveis com a necessidade da contratação”.
A prefeitura considera a reabertura do certame uma medida “adequada e suficiente” para atender à demanda.
A gestão municipal declarou que acompanha as etapas de preparação da festa e que “adotará as providências administrativas cabíveis e legalmente admitidas para assegurar a adequada realização do evento”.
O que é a festa
Há diferentes versões sobre a origem da Festa do Divino: alguns historiadores apontam a Idade Média, outros a Alemanha. No Brasil, porém, é consenso que a celebração tem forte influência portuguesa.
A difusão ocorreu em meio à interação cultural entre colonos portugueses, africanos escravizados, indígenas e estrangeiros. Por isso, elementos como a Congada (africana) e o Cururu (indígena) foram incorporados.
A festa varia conforme o local:
pode ser rural;
urbana;
marítima (com barcos no mar);
fluvial (com barcos no rio);
ou terrestre (sem embarcações)
Em todas as formas, há elementos comuns como leilões, quermesses, distribuição de alimentos, celebrações religiosas, procissões, desfiles da bandeira e folia do Divino.
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Fonte: https://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2026/05/24/festa-do-divino-200-anos-primeira-licitacao-para-show-pirotecnico-fracassa-e-piracicaba-vai-reabrir-processo.ghtml

